quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Báltico - Lituania - Annchen Von Tharau (Simon Dach)


Um dos momentos que vou recordar da minha viagem pela Lituania é a noite em Klaipeda.
Esta cidade da Lituania não é muito interessante, nem tem muito para ver mas a noite que lá passámos vai-me ficar na memória.
Depois de um dia particularmente cansativo e após um jantar de grupo na cidade, eu a Emilia e a Isabel resolvemos passear um pouco.
A cidade estava deserta. Não se via vivalma nem havia quase nada para ver.
A Emilia lembrava-se que tinha lido no Lonely Planet sobre uma estátua da Annchen Von Tharau. Para ser sincera, ela só dizia que era Anika qualquer coisa :-)
Com esta parca informação, tentámos encontrar a dita estátua. E encontrámos! Lá estava a Annchen em frente do teatro de Klaipeda.
Numa pesquisa no Google (reparem que não utilizei o verbo googlar), encontrámos a história da menina e do autor do poema, o Simon Dach. Encontrámos também a música que fizeram do poema.
E ficámos a ouvir, no escuro, em frente à estátua.
E foi um momento muito bonito.
Ora oiçam lá:


Não é lindo?
Já está na minha playlist!

Encontrei imensos videos no youtube da Annchen Von Tharau, mas este que aqui deixo foi o "original" - o que ouvimos na nossa noite em Klaipeda.

As memórias das viagens são feitas destes pequenos momentos !




domingo, 9 de setembro de 2018

Os 3 Países do Báltico


Esta viagem aos Países Bálticos foi diferente.
Com pouco tempo para planear ou pensar seriamente num destino, resolvi embarcar numa viagem de grupo que não conhecia muito bem. Sabia apenas que iriamos visitar 3 Países - a Estónia, a Letónia e a Lituania. Sabia que eram 3 ex républicas soviéticas que agora eram independentes e que pertenciam à Comunidade Europeia.
É qualquer coisa, mas convenhamos pouquinho...
Quando me perguntavam (e perguntaram muito) "O que é que lá há? O que vais ver?", a minha resposta era basicamente a mesma - que não sabia mas que depois contava tudo :-)

As expectativas eram, portanto, muito baixas. Talvez por isso, o resultado foi uma agradável surpresa. 
Qualquer um destes 3 Países me surpreendeu bastante, tanto pela beleza das suas capitais - autênticos museus medievais, como pelas suas Histórias bastante dramáticas e sangrentas.

A Lituania foi dos 3 o que mais gostei. Talvez porque foi o País onde estive mais tempo e mais visitei, ou porque me senti muito bem. Era bem capaz de viver na capital - Vilnius. Gostei muito da cidade que não é muito grande mas que tem um clima muito acolhedor. O resto do País não é tão apelativo para viver, mas adorei visitar.

A Letónia foi o que menos gostei. Não sei bem explicar porquê, mas não me agradou tanto. As pessoas mais sisudas, menos simpáticas e com menos paciência :-(

Gostei muito desta viagem!
Digam lá que não é um bom destino de férias (no verão... porque 30º negativos  no Inverno não me parece lá muito apelativo)












segunda-feira, 16 de julho de 2018

F É R I A S



Estou a precisar de férias... mas férias a sério...

Férias em que "desligo" o posto de trabalho e volto a ligá-lo quando regressar.
Férias para dasanuviar a moleirinha. Os meus (já poucos) neurónios estão a dar-me indicações de que deveria parar.
Férias para dormir, que é coisa que tenho feito muito pouco
Férias para ir ao cinema, sitio onde não ponho os pézinhos há meses
Férias para não fazer rigorosamente NADA
Férias para pensar muito seriamente na vida
Férias para tomar decisões importantes

Bom, isto assim começa a ficar sério e posso entrar em depressão.

Se calhar o melhor é não ir de férias :-)



terça-feira, 23 de janeiro de 2018

E se...

É normal passarmos a vida a pensar "E se... não tivesse feito isto... ou aquilo; E se... tivesse ido; E se... E se... E se...".
Eu tento muito não o fazer. Porque não vale a pena, porque é uma perda de tempo, porque não se pode voltar atrás.
No entanto, de vez em quando, lá me acontece.

Este é um daqueles momentos.

Nos últimos dias tenho pensado muito num momento crucial da minha vida em que tive que fazer uma escolha crítica.
E se não tivesse escolhido o que escolhi? Como seria a minha vida agora? Melhor? Pior? Pois não sei. Sei apenas que teria sido diferente, com toda a certeza.
Estes momentos de incerteza e de tentar repensar e refazer o passado deixam-me em baixo de forma.
Vou mas é dormir para não pensar mais nisso.

 

domingo, 27 de março de 2016

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2016



Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2016


27 de março 2016.
Mensagem de Anatoli Vassiliev.
Será que precisamos de teatro?
Essa é a pergunta que milhares de profissionais de teatro, dececionados com ele, e milhões de pessoas, que dele estão cansadas, fazem vezes sem conta.
Para que precisamos dele?
Anos estes em que a cena parece tão insignificante, quando comparada com as praças das cidades e com os territórios dos estados, onde as tragédias autênticas da vida real estão a decorrer.
O que é isso para nós?
Galerias banhadas a ouro e balcões das salas de teatro, poltronas de veludo, laterais de palco sujas, e as muito límpidas vozes dos atores – ou vice-versa, algo que pode surgir aparentemente bem diferente: caixas pretas, manchadas de lodo e sangue, com uma porção de corpos nus e raivosos no seu interior.
O que é que isto nos é capaz de dizer?
Tudo!
O teatro pode dizer-nos tudo.
Como os deuses habitam no céu, e como prisioneiros definham em subterrâneos esquecidos, e como a paixão nos pode elevar, e como o amor pode ruir, e de como ninguém necessita de uma boa pessoa neste mundo, e como a deceção reina, e como as pessoas vivem em apartamentos, enquanto as crianças tiritam em campos de refugiados, e como todos eles têm de voltar para o deserto, e como dia após dia somos forçados a separar-nos daqueles que amamos – O teatro pode contar tudo.
O teatro esteve sempre aqui e permanecerá para sempre.
E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos, ele é particularmente necessário.
Porque se olharmos para todas as artes públicas, podemos ver de imediato o que o só o teatro é capaz de nos dar – uma palavra de boca a boca, um olhar de olhos nos olhos, um gesto de mão para mão, e de corpo para corpo.
O teatro não precisa de nenhum intermediário para poder exercer a sua ação entre os seres humanos – ele constitui o lado mais transparente da luz, não pertencendo nem ao sul, nem ao norte, nem ao leste ou ao oeste – oh não, ele é a essência da luz em si mesma, brilhando de todos os quatro cantos do mundo, imediatamente reconhecível por qualquer pessoa, seja hostil ou amistosa para com ele.
E precisamos do teatro que permaneça sempre diferente; precisamos de teatro de muitos tipos diferentes.
Penso ainda que de todas as formas possíveis de teatro, as suas formas mais arcaicas serão aquelas que chamarão sobre si um maior apelo. O teatro de formas rituais não deve ser artificialmente oposto ao das designadas nações “civilizadas”. A cultura secular está a ser mais e mais lugar de emasculação, e nela a chamada «informação cultural» está gradualmente a substituir e a expulsar de si as entidades portadoras de singularidade, assim como a nossa esperança de um dia as poder vir a conhecer.
Mas uma coisa eu posso ver agora claramente: O teatro está a abrir as suas portas amplamente. Entrada gratuita para todos sem exceção.
Para o inferno com gadgets e computadores – simplesmente venham ao teatro; ocupem filas inteiras nas bancadas e nas galerias, oiçam a palavra e contemplem as imagens vivas! – é o teatro que está à vossa frente, não o negligenciem nem desperdicem a oportunidade de participar nele – talvez seja a oportunidade mais preciosa que podemos partilhar nas nossas vidas vãs e apressadas.
Precisamos de todo e cada tipo de teatro.
Há apenas um teatro de que ninguém por certo sentirá falta – refiro-me ao teatro dos jogos políticos, o teatro das armadilhas políticas, o teatro dos políticos, o teatro fútil da política.
Do que nós certamente não necessitamos é de um teatro de terror diário – seja ele individual ou coletivo, do que não precisamos mesmo é do teatro de cadáveres e de sangue nas ruas e nas praças, nas capitais ou nas províncias, um teatro falseado de confrontos entre religiões ou grupos étnicos…

domingo, 13 de março de 2016

Abaixo a liberdade de expressão...

O meu carro farta-se de apitar e de dizer coisas.
Ora por causa dos pneus, ora por causa da gasolina...
Estou farta e muito, mas mesmo muito cheia de saudades dos meus carros antigos QUE NÃO ME DIZIAM NADA!
Ainda se fosse alguma coisa interessante... mas PNEUS ?!?!?!?

Grrrrrrrrrrrr


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A ocasião faz o ladrão - I


Nas últimas semanas tentei aplicar este provérbio a uma situação que acho não se aplicava. Mas como não tinha nenhum melhor... fui utilizando.
No entanto resolvi encontrar o correcto significado dele. Não encontrei grande coisa.
O que achei mais engraçado foi uma frase do Machado de Assis que acho muito engraçada e verdadeira:
"A ocasião não faz o ladrão, faz o roubo. O ladrão já nasce feito." Machado de Assis

sábado, 30 de janeiro de 2016

Publicidade

Gosto muito de publicidade.
Em televisão são os anuncios que me prendem a atenção.

Este video achei fantástico. :-)



E quem não se lembra deste?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Limões e Provérbios

Este fim-de-semana falou-se muito de limões lá em casa.
E hoje lembrei-me de procurar provérbios sobre limões.
Encontrei três:
  1. "Do vilão e do limão, o que tiver"
  2. "Vilão quer-se espremido com limão"
  3. "À laranja e ao fidalgo, o que quiser; ao limão e ao vilão, o que tiver"


Os provérbios costumam fazer-me sentido, mas estes não!
E, além disso, são estranhissimos...

Algumas constatações curiosas:
- O limão está sempre associado ao vilão
- não consigo imaginar como espremer um vilão
- tirar "do limão o que tiver", só me lembro de sumo e de casca. E o vilão?

Bom... desisto!

Um grande limão para todos os vilões, é o meu desejo para 2016 :-)



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Isto há coisas do Diabo

Ontem no Facebook era uma enchente de David Bowie.
Confesso que não era uma grande fã, mas era um artista que admirava. 
A teatralidade da sua partida é absolutamente "do outro Mundo". O modo como encenou a saída de cena foi... genial.
Mas, mesmo assim, achei um pouco demais tanto post. É que não se falava de outra coisa.

Um dos posts no Facebook chamou-me a atenção. Alguém que até respeito dizia que era uma tristeza só se falar da morte de um músico estrangeiro, quando tinha falecido um ícone da cultura portuguesa. de seu nome António Monteiro Cardoso. Rendo-me à minha insignificancia e incultura, mas não faço a mais pálida ideia de quem o António Monteiro Cardoso tenha sido. O David Bowie sim, sei perfeitamente quem foi. 
Não comentei na altura, mas fiquei a pensar nisso.

Ora hoje resolvi juntar-me á plebe e aos iletrados e postar também o GIF animado que populou o FB ontem.



E pronto... é oficial.
Faço parte da maioria.

Isto há coisas do Diabo!!!!!!!!!!!!!!!

LIVRA


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Florbela Espanca - EU



EU

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

MMXV - Dia 266 (O centenário que fugiu pela janela e desapareceu)



Que livro tão divertido! 
No dia em que completa 100 anos Allan decide que não quer morrer no Lar e resolve fugir para uma aventura divertidamente absurda! A personagem Allan é ternurenta e simpática, mas qualquer uma das outras não lhe fica atrás. Gostei imenso das personagens que o autor sueco Jonas Jonasson inventou. 
E o mais espantoso, para além da aventura centenária, é a história de vida do velhinho. Ao longo do livro o autor cruza a história actual com a história da vida de Allan que... correu Mundo, conheceu presidentes, lideres que mudaram o planeta: Franco, Truman, Estaline, Mao Tsé-Tung, Curchill...
Bom, historicamente não será muito fiel, mas que a história agarra e que está muito bem escrita, lá isso está.

Recomendo vivamente!

sexta-feira, 27 de março de 2015

MMXV - Dia 89 (Mensagem do dia Mundial do Teatro 2015)

Os verdadeiros mestres do teatro encontram-se facilmente longe do palco. E não estão geralmente interessados no teatro que seja como uma máquina para replicar convenções e reproduzir lugares comuns. Eles procuram encontrar a fonte da palpitação, as correntes vitais que tendem a evitar as salas de espetáculo e as multidões de pessoas prontas a copiar um qualquer mundo. Copiamos, em vez de criarmos mundos focados ou mesmo dependentes do debate com o público, cultivando emoções que ultrapassam a superficialidade. É que, na realidade, nada revela melhor as paixões escondidas do que o teatro.
Sou muitas vezes levado pela prosa para refletir. Penso frequentemente nos escritores que há quase um século descreveram profeticamente, mas também com parcimónia, o declínio dos deuses europeus, o crepúsculo que mergulhou a nossa civilização numa escuridão de que ainda não recuperou. Estou a pensar em Franz Kafka, Thomas Mann e Marcel Proust. Presentemente também incluiria Maxwell Coetzee nesse grupo de profetas.
A sua visão comum do inevitável fim do mundo – não do planeta mas do modelo das relações humanas – e da ordem social e sua decadência, é hoje em dia dolorosamente sentida por todos nós. Por nós, que vivemos neste pós fim do mundo. Que vivemos em confronto com crimes e conflitos que deflagram diariamente por todo o lado com uma velocidade superior à capacidade ubíqua dos próprios meios de comunicação. Estes fogos rapidamente se esgotam e desaparecem das notícias, para sempre. E nós sentimo-nos abandonados, assustados e enclausurados. Não somos já capazes de construir torres, e os muros que esforçadamente levantámos deixam de nos proteger – pelo contrário, requerem eles próprios proteção e cuidados que consomem grande parte da nossa energia vital. Perdemos a força que nos permite vislumbrar para lá dos portões, para lá dos muros. E essa devia ser a razão de existir do teatro  e é  que devia encontrar a sua força. O canto íntimo que é proibido devassar.
“A lenda procura explicar aquilo que não pode ser explicado. Está ancorada na verdade, e deve acabar no inexplicável” - é assim que Kafka descreveu a transformação da lenda de Prometeu. Acredito profundamente que estas mesmas palavras deviam descrever o teatro. E é este tipo de teatro, aquele que está ancorado na verdade e encontra o seu fim no inexplicável, que eu desejo a todos os que nele trabalham, os que se encontram no palco e os que constituem o público, e isto eu desejo de todo o meu coração.
Krzysztof Warlikowski

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

MMXV - Dia 51 ( BAFTA 2015 - Vencedores)


Best Film


WINNER: Boyhood
NOMINATED:
The Imitation Game
The Theory of Everything

Outstanding British Film


WINNER: The Theory of Everything
NOMINATED:
’71
The Imitation Game
Paddington
Pride
Under the Skin

Director


WINNER: Richard Linklater (Boyhood)
NOMINATED:
Alejandro G. Iñárritu (Birdman)
Wes Anderson (The Grand Budapest Hotel)
James Marsh (The Theory of Everything)
Damien Chazelle (Whiplash)

Leading Actor


WINNER: Eddie Redmayne (The Theory of Everything)
Nominated:
Benedict Cumberbatch (The Imitation Game)
Jake Gyllenhaal (Nightcrawler)
Michael Keaton (Birdman)
Ralph Fiennes (The Grand Budapest Hotel)

Leading Actress


WINNER: Julianne Moore (Still Alice)
NOMINATED:
Amy Adams (Big Eyes)
Felicity Jones (The Theory of Everything)
Reese Witherspoon (Wild)
Rosamund Pike (Gone Girl)

Supporting Actor


WINNER: JK Simmons (Whiplash)
NOMINATED:
Steve Carell (Foxcatcher)
Edward Norton (Birdman)
Ethan Hawke (Boyhood)
Mark Ruffalo (Foxcatcher)

Supporting Actress


WINNER: Patricia Arquette (Boyhood)
NOMINATED:
Emma Stone (Birdman)
Imelda Staunton (Pride)
Keira Knightley (The Imitation Game)
Rene Russo (Nightcrawler)