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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 29 de julho de 2011
O fim de uma etapa
Tudo tem um fim, quer queiramos quer não.
Ontem terminou mais um ciclo, ou se quiserem, mais uma etapa da minha vida. Foi um fim anunciado e muito, muito esperado.
Estou cansada e espero retemperar as energias para a próxima etapa, que ainda não sei bem qual é.
Para já, para já, descanso (MUITO) e preparação para férias.
Bjs
domingo, 27 de março de 2011
Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2011

Este é o momento exacto para uma reflexão sobre o imenso potencial que o Teatro tem para mobilizar as comunidades e criar pontes entre as suas diferenças.
Já, alguma vez, imaginaram que o Teatro pode ser uma ferramenta poderosa para a reconciliação e para a paz mundial?
Enquanto as nações consomem enormes quantidades de dinheiro em missões de paz nas mais diversas áreas de conflitos violentos no mundo, dá-se pouca atenção ao Teatro como alternativa para a mediação e transformação de conflitos.
Como podem todos os cidadãos da Terra alcançar a paz universal quando os instrumentos que se deveriam usar para tal são, aparentemente, usados para adquirir poderes externos e repressores?
O Teatro, subtilmente, permeia a alma do Homem dominado pelo medo e desconfiança,
alterando a imagem que têm de si mesmos e abrindo um mundo de alternativas para o indivíduo e, por consequência, para a comunidade. Ele pode dar um sentido à realidade de hoje, evitando um futuro incerto.
O Teatro pode intervir de forma simples e directa na política. Ao ser incluído, o Teatro pode conter experiências capazes de transcender conceitos falsos e pré-concebidos.
Além disso, o Teatro é um meio, comprovado, para defender e apresentar ideias que sustentamos colectivamente e que, por elas, teremos de lutar quando são violadas.
Na previsão de um futuro de paz, deveremos começar por usar meios pacíficos na procura de nos compreendermos melhor, de nos respeitarmos e de reconhecer as contribuições de cada ser humano no processo do caminho da paz. O Teatro é uma linguagem universal, através da qual podemos usar mensagens de paz e de reconciliação.
Com o envolvimento activo de todos os participantes, o Teatro pode fazer com que muitas consciências reconstruam os seus conceitos pré-estabelecidos e, desta forma, dê ao indivíduo a oportunidade de renascer para fazer escolhas baseadas no conhecimento e nas realidades redescobertas.
Para que o Teatro prospere entre as outras formas de arte, deveremos dar um passo firme no futuro, incorporando-o na vida quotidiana, através da abordagem de questões prementes de conflito e de paz.
Na procura da transformação social e na reforma das comunidades, o Teatro já se manifesta em zonas devastadas pela guerra, entre comunidades que sofrem com a pobreza ou com a doença crónica.
Existe um número crescente de casos de sucesso onde o Teatro conseguiu mobilizar públicos para promover a consciencialização no apoio às vítimas de traumas pós-guerra.
Faz sentido existirem plataformas culturais, como o [ITI] Instituto Internacional de Teatro, que visam consolidar a paz e a amizade entre as nações.
Conhecendo o poder que o Teatro tem é, então, uma farsa manter o silêncio em tempos como este e deixar que sejam “ guardiões” da paz no nosso mundo os que empunham armas e lançam bombas.
Como podem os instrumentos de alienação serem, ao mesmo tempo instrumentos de paz e reconciliação?
Exorto-vos, neste Dia Mundial do Teatro, a pensar nesta perspectiva e a divulgar o Teatro, como uma ferramenta universal de diálogo, para a transformação social e para a reforma das comunidades.
Enquanto as Nações Unidas gastam somas colossais em missões de paz com o uso de armas por todo o mundo, o Teatro é uma alternativa espontânea e humana, menos dispendiosa e muito mais potente.
Não será a única forma de conseguir a paz, mas o Teatro, certamente, deverá ser utilizado como uma ferramenta eficaz nas missões de paz.
(Dramaturga, Actriz e Encenadora do Uganda)
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Eu tenho um sonho
O Teatro é desde que me lembro um grande amor na minha vida.
Gosto enquanto espectadora e adoro enquanto participante / actriz de um projecto. É das actividades que tenho a que mais me fascina, que mais me encanta, que mais me atrai... que mais me enche!
O ranger de um palco, o nervoso antes de cada espectáculo e a contracena são as coisas que mais me atraem e fascinam nesse Mundo fabuloso.
Costumo dizer que ninguém faz teatro com "jeitinho". Sem trabalho e muito estudo não se consegue fazer nada. Não basta decorar um texto; temos que conseguir interpretá-lo com as palavras, com o corpo, com o olhar...
Até parece muito fácil! Quando vamos a um espectáculo e vemos da plateia a Carmen Dolores a ser fabulosa, ou quando vamos ao cinema e vemos uma actuação quase perfeita de Juliette Binoche, pensamos (ou pelo menos eu penso) que parece fácil e que só nos falta a oportunidade.
Erradissimo!!!
Para conseguir ser bom em qualquer coisa, incluindo na arte da representação, é preciso muito trabalho, muito esforço e também muita formação, direcção e aconselhamento. Por isso faço, sempre que posso, Cursos e WorkShops que me consigam dar algumas ferramentas para que o meu esforço pessoal seja cada vez menor.
O ano passado, no Verão, decidi que queria fazer um outro Curso, desta vez mais longo e extenso. Não estava a fazer nada (teatralmente falando, claro) e pensei que seria o melhor momento para mais uma aventura. Para além do aspecto pedagógico e de aprendizagem, é sempre muito bom conhecer outras pessoas que têm o mesmo objectivo e que querem aprender e divertir-se com as actividades teatrais.
Procurei várias escolas e espaços e optei pela InImpetus; uma escola que não conhecia mas que me pareceu que concorria para os meus objectivos.
Comecei em Outubro e comigo estavam mais 30 alunos. Fiquei muito espantada com tanta gente, mas depressa se foram indo embora por motivos vários. Agora somos cerca de 20 (muitos foram chegando), mas a assiduidade não é o ponto forte do grupo. É tudo malta nova e cheia de entusiasmo e expectativa. Isso é muito bom. Eu gosto, pelo menos.
O curso é, de alguma maneira, muito intenso mas pouco efectivo. Ou melhor, tem muitas horas de aulas mas algumas são muito iguais e com os mesmos objectivos. Do ponto de vista prático, e no que me diz respeito, não tem sido muito aliciante mas tenho-me mantido com a esperança que vá melhorar.
Agora estou indecisa! Ultimamente não me tem agradado o ambiente. De alguma maneira, e confesso que não sei porquê, julgam-se os trabalhos dos colegas. Acho engraçado como também aqui há preconceito. Sempre associei o preconceito a raça, religião ou orientação sexual, mas impressiona ver como o preconceito se manifesta em outras vertentes e, mais chocante, em jovens com alguma chamada "cultura".
Só porque outro alguém não interioriza o exercício da mesma maneira ou não o faz do mesmo modo "elevado" que a "maioria" acha que tem que ser, é motivo de chacota. Não vos faz lembrar nada? A mim faz, infelizmente. E isso chateia-me, mas chateia-me a sério. Essa agora!!!
Cada vez que parece que a discriminação está em vias de extinção, ela acontece de outro modo, com outra cara, com outra farpela.
Sonho que vejo renascer outro Martin Luther King e que vai começar tudo outra vez! É mais um pesadelo, que outra coisa!
sábado, 29 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A Casa de Bernarda Alba - o rescaldo
Foi mais uma peça na minha vida. Desta feita, um grande drama do Garcia Llorca. A minha personagem, a governanta La Poncia, pretendia ser o contraponto da ditadora Bernarda mas sem nunca deixar os seus modos rudes, duros e de alguma maneira pobres.
Foi uma peça muito dura para mim. Desta vez não foi tão fácil nem tão ligeiro como é costume. Foi muito duro para mim conseguir decorar um papel enorme num mês. Foi muito muito duro para mim entrar "a meio" de uma encenação e perder o início - a dramaturgia, os ensaios de leitura, o começo de tudo. Foi muito duro para mim a convivência num grupo que não conhecia. Foi muito duro para mim viver na desorganização e indisciplina sem poder (ou querer) dizer nada. Foi muito duro para mim conseguir conciliar a minha vida profissional, o curso que estou a fazer e esta peça.
O mais fácil de tudo foi encantar-me com a personagem La Poncia. A composição da personagem deu-me muito gozo. Confesso que, para mim, o mais importante e que dá mais "pica" é mesmo o tempo de estudo e de composição até ao espectáculo, sendo a estreia o ponto alto. Depois disso é só mesmo a decair.
Gostei muito da encenação e do encenador. É muito bonita a encenação do João Nuno Esteves. Na direcção já não me senti tão bem, nem tão apoiada. Mas talvez assim tivesse sido melhor - tive espaço para criar a minha personagem e imaginar uma La Poncia que me fizesse sentido. Que me lembre nunca vi outra La Poncia, por isso não tenho ponto de comparação, mas talvez tenha sido melhor assim - é a minha personagem e é só minha... pronto!
Muitas vezes me perguntam porque mantenho esta actividade como amadora e porque não tentei ser profissional. Normalmente sorrio e evito a pergunta, porque tenho alguma vergonha na minha resposta. Algumas vezes me passou essa ideia pela cabeça mas sempre a abandonei. Nunca me imaginei a ser uma profissional porque sempre achei que o encanto se iria perder. Sempre pensei que fazê-lo profissionalmente iria ser menos aliciante e tentador e que me daria muito menos gozo. Se tenho que fazer alguma coisa por obrigação, lá se vai metade da piada.
Mas tenho dúvidas sobre isso... mesmo muitas dúvidas. E se tentasse o teatro como profissão? Gosto muito do que faço profissionalmente mas e se gostasse ainda mais de ser actriz profissional? E se não gostasse? E se fosse uma desilusão? E se... ? ? ? ? ?
Bjs
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O nervoso miudinho
Nestes últimos dias voltei a experimentar aquela sensação maravilhosa de um frio no estomago e de um nervoso miudinho que sei lá...
Como é possível gostar tanto daquele nervoso miudinho antes de entrar em cena?
Entro, dou dois passos e, como que por magia, o nervoso miudinho desaparece.
Olho para a plateia e pimba... o nervoso desaparece completamente.
domingo, 9 de janeiro de 2011
A Casa de Bernarda Alba
Estará em cena no Teatroesfera em Massamá nos dias 13 , 14 e 15 às 21.30h e no dia 16h às 16h.
Apareçam.
Ver mapa maior
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Bzzz bzzz bzzz...a união faz a força!
No fim de semana fui ao teatro. Fui ver uma peça infantil com o Guilherme. Foi o Bzzz bzzz bzzz...a união faz a força! A peça é muito engraçada e conta, de um modo muito engraçado e cantado, como é importante o trabalho de grupo e a consciência do colectivo.
Não sei se o puto conseguiu perceber isto do colectivo mas sei que percebeu que as abelhas e os beija-flor andavam ás turras e que resolveram pôr de parte as divergências para lutar contra as formigas. Ou como ele disse "era sobre os beija-flor que não gostavam das abelhas e que depois já gostavam". Assim, sem mais nem menos. Que bom que era se tudo fosse assim tão simples, não acham?
Bjs
sábado, 27 de novembro de 2010
ONNI Objecto Náutico não identificado
Fui ver na passada 5ª feira ao Chapitô e gostei muito. Uma história muito bem imaginada com uma encenação primorosa e interpretações muito boas.
Não percam, se puderem!
domingo, 21 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
A Casa de Bernarda Alba
Federico Garcia Lorca , 1936
A Casa de Bernarda Alba é uma história trágica e que representa e simboliza a ditadura de Franco em Espanha, regime instituído na altura em que foi escrita.
É a última peça de uma trilogia de dramas do escritor espanhol Federico Garcia Lorca. Escrita em 1936 e seguiu-se a Bodas de Sangue de 1933 e a Yerma de 1934.
Em A casa de Bernarda Alba, seu único texto de teatro escrito em prosa, Lorca recorre ao simbolismo para realizar uma nova investida no teatro. Bernarda Alba, personagem central do texto, é uma matriarca dominadora que mantém as cinco filhas, Angústia, Madalena, Martírio, Amélia e Adela sob vigilância implacável, transformando a casa onde vivem, em um pequeno povoado na Espanha, em um caldeirão de tensões prestes a explodir a qualquer momento.
Com a morte de seu segundo marido, Bernarda decretara um luto de oito anos e submete suas filhas à reclusão dentro das frias paredes de sua casa e das janelas cerradas. Duas das moças, porém, apaixonadas por um mesmo galanteador das redondezas, um rapaz de vinte e cinco anos chamado Pepe Romano, desencadeiam no meio daquele luto uma disputa cruel e perigosa para conquistarem o amor daquele mesmo homem, com conseqüências trágicas.
A construção central do drama de Lorca – a casa na qual uma família de mulheres solitárias é controlada por uma mãe centralizadora e tirânica – teria sido inspirada por uma família da pequena cidade granadina de Valderrubio, onde os pais do poeta tinham uma propriedade rural e conheceram certa Frasquita Alba, mãe de quatro filhas às quais comandava com mão de ferro e um homem de nome Pepe de la Romilla, que teria se casado com a filha mais velha de Frasquita por seu dote e, posteriormente, se envolvido com a mais jovem das irmãs. Dessa história real, Lorca apropriou-se da ideia de uma casa sem homens para compor o tema central de La Casa de Bernarda Alba, qual seja o lugar da mulher na sociedade espanhola.
Finalizada exactamente trinta dias antes de morrer assassinado, em 19 de agosto de 1936, por forças do governo durante a Guerra Civil Espanhola, A Casa de Bernarda Alba, última peça teatral escrita pelo poeta espanhol, teve sua montagem de estreia apenas em 1945, em Buenos Aires, cidade na qual Lorca passara cinco meses em 1933, e só viria a ser encenada na Espanha no ano de 1964.
Vai agora à cena pelo Teatro Som das Letras no próximo dia 3 de Dezembro!
Bjs
sábado, 30 de outubro de 2010
O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti
Esta semana fui ver a peça O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti, escrita em 1940, durante o exílio de Bertolt Brecht na Finlândia. É uma comédia excepcional e uma parábola sobre o poder e a consciência individual e social. Puntila, um proprietário rural que aprecia demasiado a bebida, sofre de dupla personalidade: quando está sóbrio é arrogante e egocêntrico, quando está ébrio é fraternal e compassivo. Oscilando entre ambos os extremos, surpreende e confunde tudo e todos, amigos, desconhecidos e subordinados, em especial Matti, o seu motorista e confidente.Não conhecia o texto e gostei muito. É muito actual e sério usando como veículo a comédia. As interpretações de Miguel Guilherme e de Sérgio Praia são excelentes. Também não conhecia o Sérgio Praia... espero vê-lo muitas e mais vezes. O elenco feminino é fraco e, em particular, a interpretação da Sofia Portugal é muito pobre. Também a encenação não me cativou. Não tenho particular apreço pelo trabalho do João Lourenço e esta peça não foi excepção. Previsível e artifical ! Mas vale pelo grande trabalho dos 2 actores masculinos...
A peça está em cena no Teatro Aberto. Vão ver, vale a pena!
Viva Brecht , viva o Miguel Guilherme e viva o Teatro!
Bjs
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