segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Florbela Espanca - EU



EU

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

MMXV - Dia 266 (O centenário que fugiu pela janela e desapareceu)



Que livro tão divertido! 
No dia em que completa 100 anos Allan decide que não quer morrer no Lar e resolve fugir para uma aventura divertidamente absurda! A personagem Allan é ternurenta e simpática, mas qualquer uma das outras não lhe fica atrás. Gostei imenso das personagens que o autor sueco Jonas Jonasson inventou. 
E o mais espantoso, para além da aventura centenária, é a história de vida do velhinho. Ao longo do livro o autor cruza a história actual com a história da vida de Allan que... correu Mundo, conheceu presidentes, lideres que mudaram o planeta: Franco, Truman, Estaline, Mao Tsé-Tung, Curchill...
Bom, historicamente não será muito fiel, mas que a história agarra e que está muito bem escrita, lá isso está.

Recomendo vivamente!

sexta-feira, 27 de março de 2015

MMXV - Dia 89 (Mensagem do dia Mundial do Teatro 2015)

Os verdadeiros mestres do teatro encontram-se facilmente longe do palco. E não estão geralmente interessados no teatro que seja como uma máquina para replicar convenções e reproduzir lugares comuns. Eles procuram encontrar a fonte da palpitação, as correntes vitais que tendem a evitar as salas de espetáculo e as multidões de pessoas prontas a copiar um qualquer mundo. Copiamos, em vez de criarmos mundos focados ou mesmo dependentes do debate com o público, cultivando emoções que ultrapassam a superficialidade. É que, na realidade, nada revela melhor as paixões escondidas do que o teatro.
Sou muitas vezes levado pela prosa para refletir. Penso frequentemente nos escritores que há quase um século descreveram profeticamente, mas também com parcimónia, o declínio dos deuses europeus, o crepúsculo que mergulhou a nossa civilização numa escuridão de que ainda não recuperou. Estou a pensar em Franz Kafka, Thomas Mann e Marcel Proust. Presentemente também incluiria Maxwell Coetzee nesse grupo de profetas.
A sua visão comum do inevitável fim do mundo – não do planeta mas do modelo das relações humanas – e da ordem social e sua decadência, é hoje em dia dolorosamente sentida por todos nós. Por nós, que vivemos neste pós fim do mundo. Que vivemos em confronto com crimes e conflitos que deflagram diariamente por todo o lado com uma velocidade superior à capacidade ubíqua dos próprios meios de comunicação. Estes fogos rapidamente se esgotam e desaparecem das notícias, para sempre. E nós sentimo-nos abandonados, assustados e enclausurados. Não somos já capazes de construir torres, e os muros que esforçadamente levantámos deixam de nos proteger – pelo contrário, requerem eles próprios proteção e cuidados que consomem grande parte da nossa energia vital. Perdemos a força que nos permite vislumbrar para lá dos portões, para lá dos muros. E essa devia ser a razão de existir do teatro  e é  que devia encontrar a sua força. O canto íntimo que é proibido devassar.
“A lenda procura explicar aquilo que não pode ser explicado. Está ancorada na verdade, e deve acabar no inexplicável” - é assim que Kafka descreveu a transformação da lenda de Prometeu. Acredito profundamente que estas mesmas palavras deviam descrever o teatro. E é este tipo de teatro, aquele que está ancorado na verdade e encontra o seu fim no inexplicável, que eu desejo a todos os que nele trabalham, os que se encontram no palco e os que constituem o público, e isto eu desejo de todo o meu coração.
Krzysztof Warlikowski

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

MMXV - Dia 51 ( BAFTA 2015 - Vencedores)


Best Film


WINNER: Boyhood
NOMINATED:
The Imitation Game
The Theory of Everything

Outstanding British Film


WINNER: The Theory of Everything
NOMINATED:
’71
The Imitation Game
Paddington
Pride
Under the Skin

Director


WINNER: Richard Linklater (Boyhood)
NOMINATED:
Alejandro G. Iñárritu (Birdman)
Wes Anderson (The Grand Budapest Hotel)
James Marsh (The Theory of Everything)
Damien Chazelle (Whiplash)

Leading Actor


WINNER: Eddie Redmayne (The Theory of Everything)
Nominated:
Benedict Cumberbatch (The Imitation Game)
Jake Gyllenhaal (Nightcrawler)
Michael Keaton (Birdman)
Ralph Fiennes (The Grand Budapest Hotel)

Leading Actress


WINNER: Julianne Moore (Still Alice)
NOMINATED:
Amy Adams (Big Eyes)
Felicity Jones (The Theory of Everything)
Reese Witherspoon (Wild)
Rosamund Pike (Gone Girl)

Supporting Actor


WINNER: JK Simmons (Whiplash)
NOMINATED:
Steve Carell (Foxcatcher)
Edward Norton (Birdman)
Ethan Hawke (Boyhood)
Mark Ruffalo (Foxcatcher)

Supporting Actress


WINNER: Patricia Arquette (Boyhood)
NOMINATED:
Emma Stone (Birdman)
Imelda Staunton (Pride)
Keira Knightley (The Imitation Game)
Rene Russo (Nightcrawler)
 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

MMXV - Dia 41 ( Uma coisa que ainda me irrita )


Confesso que já há pouca coisa que me consegue fazer irritar.
No entanto há uma que me tira mesmo do sério, que são as pessoas mesquinhas, pequeninas e vingativa(zinha)s.
É desesperante! Mas ainda há tanta gente assim, infelizmente.

Que mal tem dizerem-nos que estamos a fazer mal qualquer coisa, quando efectivamente o estamos a fazer mal?
Que mal tem ouvir os outros?

NÃO TEM MAL NENHUM! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !
OUVIRAM ? ? ? ? ? ?? 

Mas não! Ficam acachaporradas e resolvem que têm de atacar ! E atacar só por atacar. Só porque SIM.

Ui... gente pequenina!

Como dizia alguém que conheci há alguns anos atrás... devem estar a precisar de peso! :-)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

MMXV - Dia 37 (Há dias...)

 
Há dias em que o melhor era nem ter saído de casa.


Ouve-se com cada uma que... 


AI BALHA-ME DEUS!